Filhos do Éden – Anjos da Morte

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Livro: Filhos do Éden – Anjos da Morte
Autor: Eduardo Spohr
Páginas: 590
Tempo: duas semanas e meia

Como já disse antes, sou apaixonada pelos livros do Eduardo Spohr, e com esse não foi diferente. Tive que ralar para conseguir achar esse livro, acabei ganhando ele de presente e fiquei, mais uma vez, admirada como esse cara sabe escrever! E esse livro particularmente me surpreendeu pelo modo como ele foi feito!

Bom, a história continua de onde terminou o primeiro livro, Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida, e conta como a Kaira, o Urakin e o Ismael rodam o mundo atrás da segunda cidade perdida de Atlântida para, assim, conseguir resgatar o Denyel. Em paralelo a isso, a vida do querubim Denyel antes de encontrar com os outros anjos é explorada, e devo dizer que é de tirar o fôlego!

Como um anjo da morte, Denyel tinha a missão de lutar nas guerras terrenas e descobrir mais sobre os humanos e seus segredos. Ele também era enviado em missões secretas, que rendiam aventuras que me deixaram um tanto quanto nervosour. Confesso que ficava muito apreensiva quando ele se metia em alguma enrascada cheia de seres horrendos que nem ele sabia que onde vinham.

Denyel lutou na Segunda Guerra Mundial contra os nazistas, e passou por muitos sufocos, principalmente envolvendo um certo obelisco negro. Na sequência ele foi enviado para a Guerra do Vietnã, e mais uma vez um obelisco negro estava por lá para causar problemas. Depois de se salvar por pouco e ver muitos amigos e companheiros perecerem nas guerras, ele foi convocado por seu superior para as missões secretas.

Enquanto isso, nos dias atuais, os três anjos vão atrás de seu objetivo e acabavam trombando elementos que Denyel viu no passado, como o maldito obelisco negro. Eles também passam por muitos sufocos, sempre tirando o meu fôlego, e, para melhorar, o livro termina no momento que eu mais estava aguardando: se eles iam ou não achar o Denyel! Fiquei muito nervosa, se não fosse mais de meia noite eu com certeza tinha ido na hora comprar o terceiro livro!

Um resumão para situar quem não sabe nada que ta rolando: no céu está acontecendo uma guerra civil entre os anjos, e os arcanjos Miguel e Gabriel estão no comando dos exércitos que se enfrentam. Enquanto isso na Terra, alguns anjos seguem em missões secretas para ajudar o seu lado na guerra, o que não é permitido. Os humanos não fazem ideia de que o mundo pode acabar por conta dessa guerra, e nem sabem da existência dos anjos, e dos demônios e outros seres. Se quiser lembrar um pouquinho do que aconteceu no primeiro livro da trilogia, clica aqui!

Eu gostei muito de conhecer mais sobre o Denyel, de entender mais esse querubim e o porque de ele ser do jeito que é. O que ele passou nas guerras e nas missões, além de um pé na bunda, moldaram o caráter dele, e fizeram dele esse guerreiro bad boy, mas ao mesmo tempo com o coração mole. Também adorei ver a Kaira sendo mais anjo do que humano, e essa personagem me deixa muito curiosa! Quero saber mais sobre ela, sobre as memórias que ela perdeu, os poderes dela… E por final, mas acho que o que realmente mais gostei, foi entender mais como funciona esse universo dos anjos que o Spohr criou, e que tanto me fascina! Sempre achei os anjos maravilhosos, e depois de ler os livros dele só me apaixono mais por essas criaturas!

E sobre o que eu disse que me surpreendeu de como o livro foi feito, o Eduardo Spohr fez uma pesquisa muito intensa pelo menos ao meu ver sobre o assunto das guerras que Denyel participou, sobre a época, o século XX, tudo isso explicado no apêndice do livro. Eu achei maravilhoso todo esse trabalho que ele teve para construir mais essa história de prender até os que não gostam de ler! Vale extremamente muito a pena ler os livros dele. Além de serem ótimos, e muito bem escritos, dá aquele incentivo a literatura nacional!

Segue a sinopse:
“Desde eras longínquas, os malakins, anjos virtuosos e sábios, observam e estudam o progresso do homem. Mas eis que chega o século XX, e com ele a acelerada degradação do planeta. Os novos meios de transporte, os barcos a vapor e as estradas de ferro levaram a civilização aos cantos mais distantes do globo, afastando os mortais da natureza divina, alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu.
Isolados no paraíso, os malakins solicitaram então a ajuda dos “exilados”, anjos pacíficos que há anos atuavam na terra. Sua tarefa, a partir de agora, seria participar das guerras humanas, de todas as guerras, para anotar as façanhas militares, o comportamento das tropas, e depois relatá-las aos seus superiores celestes. Disfarçado de soldados comuns, esse grupo esteve presente desde as trincheiras do Somme às praias da Normandia, das selvas da Indochina ao declínio da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, foi isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo.
Carregado de batalhas épicas, magia negra e personagens fantásticos, ‘Filhos do Éden: Anjos da Morte’ é também um inquietante relato sobre o nosso tempo, uma crítica à corrupção dos governos, aos massacres e extremismos, um alerta para o que nos tornamos e para o que ainda podemos nos tornar.”

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Um comentário sobre “Filhos do Éden – Anjos da Morte

  1. Pingback: Filhos do Éden – Paraíso Perdido | dançando com livros

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